Tuesday, June 24, 2008

Sou tão custosa que….

...demorei séculos para desenhar meus primeiros caracteres aqui. Sou tão custosa que um belo dia, cansada de ver manifestações de gente sectária e obtusa, numa terra de árvores retorcidas e frutos amarelos, resolvi mudar. E de, tão custosa, vim pra longe, pedir asilo na terra do chocolate. Mas a custosisse veio junto. Custosa que é custosa não deixa de se indignar, mesmo do outro lado do oceano. Levanta e acena a bandeira. Mas, se for preciso, queima a bandeira para em seguida costurar outra, já que quem não muda é poste. Custosa genuína insiste em escrever quando o verão ostenta 29 graus lá fora. Custosamente, sem saber ao certo sobre o que. Custosa que sou quero falar sobre tudo e mais um pouco. Ser custosa é ser inteligente. Ser custosa é ser chic. Ser custosa é ser moderna. Sou tão custosa que não poderia deixar de fazer parte disso aqui.

p.s.: Procurei no Houaiss o significado para a palavra custosa. Como os dicionários (ainda) são machistas, encontrei apenas o equivalente para o gênero masculino. De qualquer maneira, fico com o número 4.


Custoso
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Datação
sXIII cf. IVPM

Acepções
 adjetivo 
que custa 
1    que requer certo gasto, despesa; caro, dispendioso 
2    que apresenta dificuldade; penoso, trabalhoso, árduo 
Ex.: missão c. 
3    Regionalismo: Brasil. 
     sem pressa; vagaroso, lento 
Ex.: criança c. 
4    Regionalismo: Goiás. Uso: informal. 
     que faz bagunça, que tumultua; arteiro 

Etimologia
custo + -oso; ver cust-; f.hist. sXIV costuso, sXV custosso

Sinônimos
ver sinonímia de travesso e vagaroso

Antônimos
fácil; ver tb. antonímia de travesso e vagaroso

Andrea Regis
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Friday, June 20, 2008

O VENTO ALIMENTA A INSPIRAÇÃO

(Bernardo Bertolucci, O Conformista)
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A consciência social da publicidade brasileira

Responsabilidade social e sustentabilidade já figuram entre os pontos mais importantes nos núcleos de criação das agências de publicidade. E é sobre isso que dois dos mais conhecidos publicitários brasileiros vão falar no 3º Festival della Creatività 2008, que acontece de 23 a 26 de outubro em Florença, na Itália. São eles João Satt, diretor-presidente e de posicionamento da Competence, e Luiz Coronel, diretor-presidente da Matriz e presidente da Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade (ALAP).

Satt irá apresentar um case mostrando como a Competence paranaense ajudou a criar uma imagem de marca para a Usina de Itaipu Binacional. O publicitário explica que a agência teve que aprender na prática como aplicar o conceito de sustentabilidade no desenvolvimento da marca – não só na relação ambiental, mas também cultural e até mesmo ética. “Tudo isso cria uma marca, e expressa o significado de desenvolver hoje uma marca que preserva as condições de vida do amanhã”, diz Satt.

Para Coronel, a sociedade vive uma realidade desafiadora. “Estamos em um momento de violência, de movimentos, de passeatas, de exclusão e inclusão social, e a propaganda não pode ser baliza da alienação, ela tem possibilidades de ser força conscientizadora também”, explica Coronel. O publicitário mostra-se um crítico à cultura do entretenimento, que “procura afastar as pessoas de qualquer possibilidade de conscientização”. Para o presidente da ALAP, a propaganda tem condições de dar o caminho para a cultura, o conhecimento e a sensibilidade. “Propaganda não é mais a arte de fazer fortuna. Ela pode, sim, conferir grandeza humana, consciência dos problemas e endereçamento a soluções”, diz. Na Itália, Coronel vai apresentar cases brasileiros “que tiveram marcante sentido de grandeza artística e social”. (Débora Pisigodinski)

 

Texto enviado por Giovanna Ditscheiner

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